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iG Concursos
Recentemente estava ouvindo de um concursando o argumento de que a malhação física era fundamental para preparar o cérebro no sentido de ficar mais aberto e ágil para o estudo e defendia a necessidade de seus amigos freqüentarem uma academia como forma de estimular o ganho intelectual de seus estudos. Argumentava também sobre a importância dos exercícios maratonísticos para a vida saudável do corpo e sua longevidade. Ao questionar por minha opinião, disse-lhe que lhe responderia por um artigo no Portal Vestcon, promessa que cumpro agora.
Pensando bem, pode ser que, para ele, isso funcione, enquanto nisso acreditar, porém há outras visões que merecem atenção.
Certa feita, ouvi de um filósofo oriental a observação de que a longevidade está associada ao comedimento no gasto de energia vital, mostrando que animais como tartaruga, preguiça, elefante... são mais longevos porque apresentam movimentos mais lentos...
O corpo físico corresponderia a uma máquina, que tem uma durabilidade mais ou menos prevista, como um carro construído para rodar, digamos, trezentos mil quilômetros. Esses trezentos mil quilômetros correspondem ao seu "período de vida" e não ao seu "tempo de vida". O seu "tempo de vida" pode ser menos de um ano, se ele rodar mil quilômetros por dia; porém, se percorrer dez quilômetros por dia, terá uma "vida estimada" de mais de oitenta anos.
Por essa linha de raciocínio, uma pessoa que fica duas horas inteiras ou mais numa esteira correndo, malhando, suando, estaria encurtando seu tempo de vida... uma vez que, se estivesse com movimentos mais lentos estaria economizando energia e tempo de vida.
Com base na minha experiência de vida, que incluiu, em suas fases até hoje, a prática de box, jiu-jitsu, montanhismo, longas caminhadas, ioga, jejuns, técnicas alternativas de relaxamento e outras de concentração... devo dizer que, quando tenho que enfrentar algum desafio intelectual, como um estudo mais aprofundado, uma entrevista ou a escrita de um artigo sobre um tema mais delicado, uma reunião para decidir algo muito importante..., a experiência me manda:
1. Trabalhar em jejum, ou alimentar-me de não gordurosos, o suficiente para permanecer com um pouco de fome.
2. Conviver com o silêncio ou com músicas melodiosas e suaves.
3. De vez em quando, desacelerar os batimentos cardíacos e o fluxo da corrente sangüínea, pela prática de exercícios respiratórios longos e lentos.
4. Mentalizar o cérebro descansado, tranqüilo, com horizontes ilimitados...
Talvez você possa, nos seus desafios de estudo e provas, experimentar essas dicas e descobrir o que melhor lhe convém.
Ernani Pimentel é professor, escritor, articulista.